Estudo aponta que mais de 50 mil servidores públicos podem ser substituídos por máquinas até 2030


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Servidores públicos poderão ser substituídos por máquinas. É o que aponta a pesquisa da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), vinculada ao Ministério da Economia. De acordo com o estudo, a tecnologia pode ser a responsável pela substituição do trabalho de cerca de 53,6 mil servidores públicos federais que estarão aptos a se aposentar até 2030.

Conforme aponta a análise, do total de 521,7 mil funcionários que atualmente têm carga igual ou superior a 40 horas semanais, 232,3 mil, ou seja, quase 50%, poderão se aposentar ou serão aposentados compulsoriamente nos próximos dez anos.

A estimativa detalha ainda que até 2050, o total de aposentadorias pode chegar a 482,8 mil. Destes 92,3 mil têm altas chances de terem as suas atividades executadas por máquinas.

Somente no ano passado, 13.916 servidores se aposentaram, dos quais 3.774 ocupavam cargos com grande potencial de serem automatizados ou terceirizados, segundo o Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia.

Com o resultado da pesquisa, surge o medo e a insegurança por parte de boa parte dos servidores púbicos. No entanto, tudo indica que a automação deve atingir principalmente as ocupações que exigem menor nível de escolaridade e menor média salarial.

Entre os cargos propensos à automação com grande número de ocupantes estão os de assistente administrativo (73.208 servidores), auxiliar de escritório (8.022) e datilógrafo (4.559).

Para sanar algumas dúvidas acerca das ocupações que podem ser automatizadas, separamos abaixo, as ocupações consideradas mais propensas e menos propensas à automação.

Confira as ocupações em risco:
. técnico de sistemas audiovisuais, assistente e operador de mídias e cenotécnico;
. técnico em programação visual e gráfica;
. armador de estrutura de concreto armado; e
. pedreiro, pintor de obras e carpinteiro. 

Confira as ocupações que têm mais chances de serem preservadas:
. pesquisador (engenharia elétrica e eletrônica, engenharia e tecnologia e outras áreas da engenharia, saúde coletiva, ciências sociais e humanas e ciências da educação, metrologia);
. perito criminal;
. biólogo;
. gerente de serviços de saúde; e
. psicólogo clínico.

Desigualdade de Gênero
O órgão destaca ainda que impacto da automação pode aumentar a desigualdade de gênero. De acordo com a pesquisa, das 232 mil mulheres que ocupam cargos no serviço público, 48,1 mil estão em ocupações de alta propensão à automação, ou seja, 20,7%. Para os homens, esse número é de 56,6 dos 290 mil, representando 19,5%.

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