Pai que frequenta festas clandestinas na pandemia tem convivência com filho restrita pela justiça


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Em decisão recente, a 2ª Vara de Família e Sucessões, do Foro Regional XV, no Butantã (SP), proibiu um pai que frequenta festas clandestinas durante a pandemia de visitar o filho de cinco meses de idade. O genitor só poderá voltar a conviver com o bebê caso adote comportamento condizente com o momento de pandemia da Covid-19 ou se as condições sanitárias melhorarem. O caso tramita sob segredo de justiça.

A mãe da criança alega que o pai negligencia o cenário da pandemia e, por isso, oferece risco à vida de inúmeras pessoas, inclusive do filho. Afirmou, ainda, que no curso de um alarde sanitário, é dever dele resguardar a vida do bebê e das pessoas que convivem com ele.

Após ter os pedidos inicialmente negados pela Justiça, a defesa anexou fotos e vídeos que comprovam a presença do genitor em diversos eventos durante a pandemia.

Na nova decisão, a relatora pontuou: “Por cautela, considerando a constante presença do requerido em eventos, contrariando a recomendação dos órgãos de saúde, já que estamos em meio a uma pandemia, suspendo as visitas do pai. Para conviver com seu filho, que tem menos de um ano de idade, o requerido deverá adotar comportamento condizente ou aguardar a melhoria das condições sanitárias.”

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