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Expediente mais curto na Copa

Não importa o placar, nem mesmo depois do fatídico 7x1 do Mundial de 2014, em dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo, o Brasil para. Segundo levantamento da empresa de recrutamento especializado Robert Half, de 387 negócios espalhados pelo País, mais de 70% irá liberar os funcionários no horário dos jogos do Brasil ou disponibilizará TVs na própria empresa. Por não se tratar de feriado, a liberação não é uma obrigação dos gestores, mas é a opção adotada por muitos deles. 

A empresa de tecnologia MV, com sede na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, vai liberar os seus 550 funcionários no segundo expediente no dia 27, quando a seleção entra em campo às 15h. No dia 22, com jogo às 9h, os funcionários acompanharão a partida num telão na sede da empresa. “A gente tem um trabalho muito forte de campanhas internas e ações de respeito com o colaborador. Este é um momento em que realmente as pessoas param, a não ser que se trate de uma atividade muito específica. Não adianta querer impedir porque, no mínimo, o funcionário vai estar desconcentrado, tentando saber o placar”, diz a diretora de gente e gestão da MV, Lucia Leão.

De acordo com o advogado trabalhista Arnaldo Barros Neto, por não se tratar de um feriado, as empresas não têm obrigação de liberar os seus funcionários. Mas, pela representatividade do futebol no País, é mais prudente firmar um acordo que beneficie empresa e trabalhador. “No caso de liberação, a compensação das horas de folga fica a critério da empresa, com base nos limites impostos por lei. Antes da reforma trabalhista, o acordo direto (feito entre patrão e empregado) de compensação das horas negativas de trabalho só era de uma semana. A reforma ampliou isso para um mês. No caso dos acordos firmados em convenções coletivas dos sindicatos, com banco de horas, os trabalhadores têm o prazo máximo de até um ano para ‘pagar’ as horas devidas. Quando a negociação da compensação é feita entre patrão e empregado, com banco de horas e sem sindicato, o prazo máximo é de seis meses”, reforça. O governo federal, em dias de jogos pela manhã, iniciará o expediente às 14h. Com jogos à tarde, o expediente será encerrado às 13h. As horas não trabalhadas serão compensadas até o dia 31 de outubro.

O governo do Estado e a prefeitura do Recife não definiram o esquema a ser adotado. Esperando uma movimentação menor de clientes, os shoppings Recife, Guararapes e Patteo Olinda montarão espaços para os funcionários assistirem às partidas. “Resolvemos montar um espaço para receber até 500 colaboradores no estacionamento. Nos jogos à tarde, o mall encerra as atividades 30 minutos antes e só retorna 30 minutos após o jogo”, diz a gerente de marketing do Guararapes, Dora Linhares. O mesmo esquema de horário será adotado no Shopping Recife, Plaza Shopping, Tacaruna e Patteo Olinda, nos dias 17 e 27, e no Boa Vista, somente no dia 27.

 

Fonte: Jornal do Commercio